Monumento equestre Gattamelata

Monumento equestre Gattamelata

Piazza del Santo 22. (Abrir mapa)

Descrição

O Monumento equestre a Gattamelata é a estátua de bronze de Donatello que domina a Piazza del Santo, em Pádua, diante da Basílica de Santo Antônio. Fundida entre 1446 e 1453, é a primeira grande estátua equestre de bronze desde a Antiguidade: o ponto de partida de todos os monumentos equestres do Ocidente moderno.

O cavaleiro é Erasmo da Narni, chamado Gattamelata, condottiero a serviço de Veneza. O grupo de bronze tem cerca de 3,4 metros de altura e se apoia num alto pedestal de traquito em forma de sarcófago, com duas portas esculpidas nas laterais, uma fechada e outra entreaberta.

O cavalo é um robusto animal de batalha, de proporções um pouco maiores que as do cavaleiro, que avança devagar com o focinho para baixo, como os cavalos de São Marcos, em Veneza. Um casco levantado se apoia numa esfera, talvez uma bala de canhão, que mantém a estátua em equilíbrio.

O Gattamelata cavalga de cabeça descoberta, com sela e estribos modernos, e segura na diagonal o bastão de comando. O rosto é o de um homem já de idade, severo e concentrado. A armadura, inventada por Donatello à moda antiga, traz uma cabeça de Medusa no peito e putti em volta do cinto.

O apelido é um pequeno mistério. Um biógrafo o explicava pelos seus modos gentis unidos a uma grande astúcia, útil para armar emboscadas aos inimigos; mais simplesmente, poderia vir do sobrenome da mãe, Melania Gattelli.

Apesar das portas do pedestal, o monumento não é um túmulo: o condottiero está sepultado dentro da basílica, na capela que a viúva mandou construir. A estátua nasceu como pura homenagem pública, uma espécie de cenotáfio, no que então era um cemitério.

Quando Donatello terminou o trabalho e deixou Pádua, em 1453, uma comissão de cinco especialistas o avaliou em 1.650 ducados. Quem pagou foi sobretudo a viúva, talvez com alguma ajuda do Senado veneziano. Mais tarde, Verrocchio se inspirou nesse modelo para o monumento a Bartolomeo Colleoni, e Giambologna para o de Cosme I.