Abadia de Praglia

Abadia de Praglia

Via Abbazia di Praglia 16 - Teolo. (Abrir mapa)

Descrição

A Abadia de Praglia é um mosteiro beneditino ainda vivo, ao pé das Colinas Eugâneas, no interior de Pádua, entre Teolo e Abano Terme. Atrás de seus muros há uma basílica renascentista, quatro claustros diferentes e uma comunidade de monges que restaura livros antigos.

O percurso passa pelos quatro claustros, cada um com seu caráter. O primeiro é o claustro botânico, o da entrada, com colunas que alternam mármore vermelho e pedra branca: aqui antigamente se cultivavam plantas. No lado norte, a porta da caridade lembra a vocação da abadia para acolher.

O claustro suspenso é o mais curioso: o pátio se apoia em quatro pilares e é formado por quatro planos inclinados, pensados para recolher a água da chuva numa grande cisterna embaixo. Em volta ficam os ambientes principais: igreja, refeitório monumental, biblioteca antiga e sala capitular.

O claustro duplo, ou da clausura, tem dois andares de arcadas iguais. Já o claustro rústico, a oeste, era o pátio de trabalho, com uma grande eira e as ferramentas para cultivar os campos ao redor.

A Igreja de Santa Maria Assunta, basílica menor desde 1954, foi projetada por Tullio Lombardo no fim do século XV e depois transformada por Andrea Moroni. A abside é de cerca de 1530, obra de Domenico Campagnola. A abadia abriga também uma Biblioteca Nacional.

O mosteiro nasceu em 1080, por vontade da família Maltraverso, com o nome de Pratalia, ou seja, "prados": durante séculos foi o motor agrícola do interior de Pádua. A reconstrução completa começou em 1469.

Foi suprimido por Napoleão em 1810, e o Políptico de Praglia, de Giovanni d'Alemagna e Antonio Vivarini, foi parar na Pinacoteca de Brera. Reaberto pelos austríacos e fechado de novo pela Itália em 1867, só voltou aos beneditinos em 1904.

Hoje é um centro de excelência em restauração de livros antigos, manuscritos e pergaminhos. Antonio Fogazzaro ambientou ali parte do romance Piccolo mondo moderno. E dizem que o teto da biblioteca é octogonal por causa dos "oito dias de Deus": seis de trabalho, o sétimo de descanso, o oitavo da ressurreição.